Mostrando postagens com marcador ilusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ilusão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Filmes que valem a pena V

    Aqui vai a quinta edição desse "quadro" do blog que não é mexido desde tempos imemoráveis hehe

    Trata-se do filme "O Julgamento do Diabo", filme meio antigo mas simplesmente muito bom! Quando terminei de ver fiquei uns minutos paralisado, provavelmente você que lê agora já teve essa sensação; quando ficamos reflexivos após perceber alguma coisa ou tomar um "choque de realidade".


    Bom, essa sensação, não sei descrevê-la como alegre ou triste, é algo único, um aprendizado. O filme é sobre um escritor fracassado (Alec Baldwin), o qual, ao chegar no fundo do poço (imaginem um cara fracassado, que só se dá mal), faz uma espécie de pacto com o diabo; não se assustem, confiem em mim ;)


    Muda um pouco a noção daquele que assiste acerca do quê realmente vale a pena na vida, de como sacrificamos o que temos de importante em prol de ilusões, e o pior é que só descobrimos que as ilusões foram meras ilusões quando a "vaca já foi para o brejo"
    Em inglês o nome do filme é "shortcut to happiness", "atalho para a felicidade", revela bem o que as pessoas querem e a falácia que é tudo isso (me veio inspiração para um novo post agora, amanhã ou depois coloco aqui \o/)


O Julgamento do Diabo


Título original: (Shortcut to Happiness)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Alec Baldwin
Duração: 105 min
Gênero: Drama


Sinopse

Nova York. Jabez Stone (Alec Baldwin) é um escritor desesperado, que faz um acordo com o diabo (Jennifer Love Hewitt) no qual cede sua alma em troca de se tornar um conceituado autor de best-sellers. Durante 10 anos Jabez pôde saborear uma carreira de sucesso, mas a proximidade cada vez maior de cumprir sua parte no acordo o amedronta. Jabez decide então procurar Daniel Webster (Anthony Hopkins), advogado e chefe de uma poderosa editora, para que o retire do acordo firmado. Daniel aceita o desafio, tendo que enfrentar o diabo em uma batalha jurídica na Corte do Inferno.

Trailer (só achei em inglês -.-)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Pote de Ouro

    Estava eu, em um belo dia no semestre passado, sentado em minha carteira conversando com alguns amigos a esperar que começasse uma aula de Teoria do Direito I na UFSC, quando entra na sala um cidadão no mínimo estranho.
    Dizia o homem que estava há cinco dias no Brasil e viajava por aí distribuindo livros, seu estilo era, para não ser pejorativo, desapegado; roupas batidas e acessórios gastos, todavia com uma expressão tranquila.
    Ele começou a distribuir um livro a cada um, recebi o chamado "Civilização e Transcendência", trata-se de um livro escrito com base em uma entrevista feita com um importante monge védico, "Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada". Na obra ele mostra alguns princípios do que genericamente se chama aqui no Brasil de "Hare Krishna"; porém não é esse meu foco.
                    *                    *                    *
    Quando cheguei em casa naquele dia não dei muita atenção ao livro, contudo, alguns meses depois peguei-o e comecei a ler.
    Na contracapa do livro, já vi algumas colocações que me puseram para pensar e é delas que me veio inspiração para esse post. Em resumo, o que está escrito lá é que hoje o homem se preocupa em avançar na tecnologia, construir arranha-céus cada vez mais altos e crescer economicamente, já no que ele chama de "civilização védica", as pessoas viviam em suas cabanas, comiam o que a natureza lhes dava e somente se preocupavam, desde crianças, com o desenvolvimento interno, onde reside a felicidade.

    Daí comecei a pensar, vieram algumas perguntas retóricas como "será que a humanidade atual está no caminho certo?" resposta óbvia: não. "Será que vale a pena fazer algo que não nos leve à felicidade" não. "Será que a beleza física ficará conosco por muito tempo?" não. "Será mais interessante trabalhar fora para ganhar coisas fora ou trabalhar dentro para conquistar coisas dentro?" aí começaram as perguntas interessantes e o meu cérebro começou a pegar no tranco! rsrs

    Vou prosseguir fazendo um paralelo entre o homem ocidental e os vedas antigos(hare krishnas); o homem ocidental resolveu desenvolver-se fora, conseguiu. Operou prodígios que se não fossem reais dificilmente seriam acreditados por qualquer um, a cada dia a tecnologia nos brinda com uma inovação, uma nova facilidade, nessa balada, novos horizontes são abertos a cada momento..descobertas frenéticas, curas de doenças e um sem número de outras coisas maravilhosas.
    Já na civilização védica, de dentro de suas humildes cabanas, as pessoas acordam cedo para orar, saudam ao sol que outorga vida a esse planeta, meditam por um certo tempo e se reúnem de modo fraternal para uma ceia frugal(sem gula), comem o necessário para seu sustento, não desejam mais do que têm, simplesmente porque não precisam, aprenderam que precisam vencer seus inimigos internos, seus defeitos. Derrotados estes, vem a iluminação, o arrebatamento interno, o nirvana que trará a verdadeira felicidade: algo permanente, uma felicidade que paira no ar e não vai embora como o efêmero prazer do ocidental.

    Os ocidentais, do alto de seu materialismo, caçoam das pessoas que, mesmo podendo, recusam inserir-se no mundo moderno. Pessoas mais humildes, inocentes, são ditas ingênuas, muitas vezes desprezadas ou exploradas pelos sagazes e astutos capitalistas e aproveitadores de plantão. Obviamente este é um exemplo que estou dando, claro que existem muitas pessoas boas nesse mundo em que vivemos (todas as generalizações são perigosas, inclusive esta rsrs). Mesmo as melhores pessoas do nosso convívio têm seus defeitos e aquelas que procuram eliminá-los sempre, são como um grão de areia no deserto, são raras.
    Nos Vedas, todavia, a eliminação dos defeitos é cotidiana e com o fomento das virtudes vem certa compreensão, quanto mais virtudes, mais compreensão e por fim eles entendem que o que importa é buscar o que não se paga com dinheiro o que desenvolverá nossa alma, alma esta que nos diferencia de um cadáver, um sopro divino de vida que reside provisoriamente nesse corpo e que quando dele sai, toma outros rumos dependendo do que foi capaz de fazer durante a vida.

    A compreensão que move os vedas também é tida pelos ocidentais, no entanto, como disse em outro post, logo é esquecida e não se tem força para por em prática, porque ninguém põe em prática e todos se movem rumo à mesma ilusão que no fim da vida se dissipa e decepciona aos que tiveram ela como objetivo; como um arco-íris que some ao nos aproximarmos. A felicidade que achávamos possível ter depois de casar, ficar rico e etc, não chega. Nunca conseguimos colocar as mãos no pote de ouro ao fim do arco-íris (é daí que vem a história). O pote de ouro está lá, mas não encostamos nele, buscamos o objetivo certo(ser feliz) do jeito errado.
    Será que os vedas não conseguem acessar esse pote de ouro?? será que o caminho certo não está do outro lado da moeda??

Acho que é isso..até a próxima!!

domingo, 1 de agosto de 2010

Sacada IV: O tempo é agora!

    Bem, depois de algum tempo volto a postar..ultimamente não tenho ficado muito no computador..coisa boa!^^  Agora, porém, me veio uma inspiração para escrever aqui; espero ser útil a quem ler (:

    Em outros posts coloquei minha crença em pontos polêmicos como vidas passadas, outras dimensões e outros. Nos últimos tempos tenho refletido um pouco sobre o modo como vivemos, li algumas obras de cunho filosófico e na maioria delas como nas de Richard Bach ou Jostein Gaarder, o autor busca fazer quem lê perceber que essa vida é uma ilusão, que o tempo é uma ilusão e que grande parte do nosso tempo é gasto em inutilidades, em coisas passageiras e fúteis.
    Contudo, uma coisa é ler, compreender e perceber que o "cara" está certo, outra coisa completamente diferente é agir de acordo o com o dito "certo". Não se poderia esperar muito de uma humanidade a qual segue igrejas pregadoras da humildade em templos de ouro e cobra para que o fiéis respirem o ar da igreja; no entanto, não se pode generalizar, sempre há exceções e estas são as que cumprem o que acreditam, as que após perceberem algum erro em suas condutas, mudam-nas sem se acomodarem, visto que, hoje em dia, conservador e preguiçoso são parecidos.

    Entretanto não é esse o meu foco, hoje quero mostrar como provei a mim mesmo por "a+b" que o tempo é uma ilusão.
    Para começar, os livros que já comentei me convenceram[para mim bastou], todavia não me provaram, então, mesmo certo da verdade do negócio, comecei a matutar..pensei em ditados do tipo "não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje", dei uma atenção à pregação das igrejas cristãs[apesar de muitas não cumprirem o que pregam, a pregação em si é, via de regra, sábia] e relacionei à lei do karma, na qual também acredito. A corrente de raciocínio fechou quando, como toda noite, peguei a bíblia, fechei os olhos, abri aleatoriamente em uma página e coloquei o dedo em algum lugar ali...
    Meu dedo foi parar no versículo 15 do capítulo 3 no livro eclesiastes onde está escrito:

"O que é já foi; e o que há de ser também já foi; e Deus pede conta do que passou."

    Ou seja, o versículo diz que o passado e o futuro já foram, se os dois já foram, os dois já passaram e Deus pedirá conta deles. "Como assim?!" pensei na hora..pensei, pensei até que a ficha caiu: tudo o que fizemos no passado traça um caminho para o nosso futuro, se fomos bons, teremos um futuro bom, se estudamos certo tema, trabalharemos na área e o mesmo com as coisas ruins; "aqui se faz, aqui se paga", logo o futuro e o passado são uma coisa só e já estão "lá". Resta-nos o presente para mexer nisso, usar o tão falado livre arbítrio para mudar alguma coisa..não é por acaso que o presente tem esse nome, penso eu.

    O incrível é que o presente não pode ser concebido, é uma ideia abstrata, tente pegá-lo! Já foi...
Pense sempre em quanto vale o seu presente, será que vale tão pouco para ser gasto num prazer passageiro ou num vício?








______________________________________________

Perguntaram ao Dalai Lama

O que mais o surpreende na Humanidade?

Resposta:

Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde,

Por pensarem ansiosamente no futuro, e, esquecerem o presente de tal maneira que acabam por não viver nem o presente nem o futuro,

Vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

sábado, 29 de maio de 2010

"That's all folks"?

    Bom, esse post vem para finalizar a série "oo00oohh! será que há como escapar do fim do mundo?!" espero que gostem.
    Resolvi seguir conselhos de alguns leitores e dar um "tapa" no visual dos posts, uma caprichada hehe...realmente, eu vinha colocando muito texto, poucas figuras e poucos espaçamentos. Então vamos lá!
_____________________________

    Hoje vou falar de outras vidas; será que "isso é tudo pessoal"?[-->]

    Devo ter escrito algo sobre isso em algum post mas agora quero mostrar de modo especial.
    Imaginem[ultimamente tem-se de imaginar bastante para entender o que eu escrevo haha], pensem na origem do corpo físico de vocês, esse mesmo que você está usando..ele é resultado da fusão do material genético dos seus pais, ou seja, uma mistura que dá nessa coisinha linda[ou não xD] que está lendo isso. pois bem, o corpo físico tem essa origem e ninguém tasca, mas e a nossa mente, nossa personalidade; de onde vem??

    A respota para muitos é que as formamos nos primeiros anos de vida dependendo da educação e etc etc; então como explicar o fato de gêmeos[não necessariamente idênticos] com mesma educação e que passaram pelas mesmas experiências de vida sigam caminhos diferentes em profissão, relacionamentos, estilo...diante desse e de outros pensamentos, pode-se perceber que a personalidade pode ser até moldada durante a vida, mas sua essência é congênita, nasce com a pessoa; portanto qual a origem dessa essência realmente?
    Usando de certa lógica, chega-se à conclusão de que, assim como o corpo físico, o "corpo mental" vem de outro pré-existente, trocando em miúdos, outra vida. ;O

    Alguns podem pensar "ah! posso aprontar todas por aqui e ainda ficar tranquilo!", a esses, leiam o post anterior a esse, se persistirem nessa, meus pêsames.

    Continuando, você provavelmente já ouviu falar que esse mundo é uma ilusão, que nada é real, mas como está preso de mais aos sentidos, até gostou de se sentir meio reflexivo por algum momento mas não creu realmente na verdade da história..pois bem, aí está, se a própria morte é uma ilusão, que podemos dizer? se o que morre é o corpo e não aquilo que o anima...para quê se preocupar com milhares de cremes cosméticos, plásticas, próteses, tinturas de cabelo e tatuagens se essa carcaça já vai embora?! Ao ver alguma dessas futilidades, alguém mais esclarecido notará de pronto certas debilidades dessa pessoa, esta, que atrairá seus semelhantes e não os sábios.(lembrando que uma pessoa com debilidades é mais facilmente manipulada, portanto conclui-se que..bom tirem suas prórpias conclusões^^)

    Imaginem que o mundo acabe, ou que catástrofes nos risquem do mapa; podemos não estar mais por aqui, no entanto, não morreremos de fato; algo fica, algo que passa de uma vida à outra, de um corpo à outro, algo que chamam de alma, que veste o corpo como um traje e passa suas vidas como peças de teatro nas quais os cenários mudam mas os personagens e as falas não. Cabe a nós nos aperfeiçoar a cada momento para que não provenhamos um espetáculo amador e igual ao de todo mundo, pois podemos "descolar" um iPhone ou um mp15 de um dia para o outro, mas humildade e bondade levam anos para serem conseguidas.
    O que conta no final?

até o próximo...

___________________________________________

    De tanto ver triunfar as nulidades,
    De tanto ver prosperar a desonra,
    De tanto ver crescer a injustiça,
    De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
    O homem chega a desanimar da virtude;
    A rir-se da honra,
    A ter vergonha de ser honesto.
Rui Barbosa
^^^^^^^^^^^ Related Posts with Thumbnails