quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Olhar para trás

    Estava agora dando uma olhada em posts antigos do blog e percebendo como as coisas mudam com o tempo; ele passa e muitas das coisas sobre as quais você tinha uma opinião formada ou uma certeza, vão por água abaixo.
    
    A cada período sou levado a compreender a máxima "só sei que nada sei" de maneiras diferentes e começo a perceber que o mais sensato seria não afirmar com tanta força, pois momentos depois, mesmo aquele que afirmou não o teria feito.

    Posso dizer que agora me vejo como um pré adolescente o qual pensava muita besteira, virei um adolescente que continuava pensando muita besteira e, apesar de minha cabeça atual tentar me convencer de que hoje mudei e estou em um patamar diferenciado, é possível afirmar que sou um jovem pensador de muitas besteiras baseado no homem adulto e consolidado a caminho.
    
    Chego à conclusão de que uma pessoa a qual ache que seu pensamento é 100% certo e que sempre será assim tem grandes chances de estar errada e sequer perceber isso mesmo quando modificar totalmente sua cabeça anos depois.

    Um bom meio de aprender a ver as coisas de outra maneira é ouvir os mais velhos, a experiência é algo que não pode ser adquirido de uma hora para outra; com o tempo entende-se mais o ser humano, a natureza humana. Percebe-se que mesmo em tempos muito diferentes, com tecnologias diversas nunca vistas, o homem tropeçará sobre as mesmas pedras, cometerá erros idênticos aos cometidos desde a pré história.

    Sempre haverá alguém que perecerá por sua ganância, que comprometerá o resto da existência por um ato impensado ou que trocará família e amigos pelo poder, estes acontecimentos são correntes e fazem com que os apreciemos de forma semelhante na guerra de tróia, em antígona, em dom casmurro ou na novela das 9.

    O "eu" que chega no futuro próximo pode pensar diferente, contudo o "eu" de hoje tenta de alguma forma escapar a estes tropeços os quais pegam a humanidade desprevenida há milênios.

Deixo aqui um poema frequentemente citado por um professor
Até a próxima!
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Antonio Machado - Caminante no hay camino

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.
  

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Da primeira vez que me assassinaram..

    Saudações aos meus poucos, mas selecionados, leitores (:

    Após mais um tempo relativamente longo sem postar aqui no blog, faço um post justamente sobre as coisas que me levam cada vez mais a abandonar bons hábitos como o de escrever por aqui e outros.

    O que sinto acontecer a cada dia, vejo que não ocorre somente comigo; meus conhecidos, pessoas que vejo nas ruas, gente que vi quando na pré adolescência e reencontro agora, enfim, parece avançar sobre a pessoa a partir de certa idade uma espécie de mal generalizado.

    A cada dia o trabalho, a faculdade, a vida me cobram uma pequena parcela a mais do tempo. O que não pôde ser feito ontem fica para outro dia junto com a gigante lista de todo o "por fazer". À medida que as obrigações vão ganhando espaço e que aparecem novas, diminui a chance de dispor de um tempo para refletir.

    Sábias palavras embora ditas por um pensador radical:
    "O homem que não reflexiona, não tem tempo de julgar a si mesmo." Barão de Holbach

     Penso no que tenho feito nos últimos tempos e qual a minha surpresa quando percebo que, tivesse eu refletido um pouco mais, faria várias coisas de modo diferente, daria outras prioridades; eis uma palavra-chave: prioridade.
    Eu tinha por hábito pensar que minhas prioridades estavam em lugar muito distante do que descobri estarem; para verificar a maior prioridade no momento me faço uma simples pergunta "quantas horas de meu dia gasto nisso?"
   
    Veja que, se você dorme durante certo tempo, por exemplo, e passa o dia pensando no momento em que for dormir, aí estará a prioridade; se trabalha e estuda no mesmo ramo de modo que seus dias sejam consumidos por funções deste ramo, aí está a prioridade; se acabou de iniciar um relacionamento e pensa nele a todo momento..eis a prioridade.

    Apesar de não me utilizar frequentemente de citações bíblicas, aí vai uma que considero pontual:
   "Onde está teu tesouro, também está teu coração." (Mt 6, 19-21)

    Ocorre que por alguma razão muito incoerente, não raro as prioridades (tesouros) que temos em nossas vidas são praticamente o oposto daquelas que tencionamos ter; volta e meia percebemos que não estamos "querendo a coisa certa".
    Onde quero chegar?

    Quero dizer que pouco a pouco a vida e "o mundo" nos levam a nascer, crescer, trabalhar, se reproduzir e morrer; muitos bons hábitos que um dia tivemos, muitas possibilidades de fazermos algo diferente, realizar descobertas, são eclipsadas pelas exigências do dia a dia. Isso se dá de forma tal que nas horas de "folga" não mais temos força ou motivação para inovar.
    Passam-se alguns momentos de lazer cuja função parece ser, em alguns casos, a de garantir a maior produtividade quando da volta ao trabalho.

    De minha parte posso dizer que cultivava o hábito de escrever poemas diários, correr, escrever com as duas mãos e alguns outros. Volta e meia me vinha um insight inventivo o qual me rendeu várias ideias de invenções que facilitariam a vida das pessoas, volta e meia vinha uma sacada de um post para o blog. Agora as coisas estão mais esporádicas. Após certa reflexão, tento resgatar tudo.
    Parece que a cada dia que um bom hábito deixa de se concretizar, ficamos mais "capengas", mais senhores de uma só arte, desenvolvendo um só aspecto mais importante da vida quando deveríamos buscar sermos completos. O ser humano, e isso já era dito por Platão¹, deveria ser completo, buscar os mais variados conhecimentos.

    Para encerrar e ilustrar este post, coloco aqui alguns versos de Mario Quintana:

"Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou."

    Aconselharia que não deixassem morrer os aspectos de suas vidas que os tornam únicos, ou que cuidassem para que o mundo não os "assassine" nas não raras ocasiões em que tentar fazê-lo.

Até a próxima!


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¹ Vejam como Platão idealizou a educação



O curso de estudos, para Platão deveria ser de cinco períodos:
1º- dos 3 aos 6 anos:
Prática do pentatlo (Nome colectivo de cinco exercícios que constituíam os jogos da Grécia, em que entravam os atletas: salto, carreira, luta, pugilato e disco. Dança e música para ambos os sexos).

2º- dos 7 aos 13 anos:
Introdução paulatina da cultura intelectual e acentuação dos exercícios físicos. A partir dos 10 anos, aprendizagem da leitura e escrita e cálculo por processos práticos. Afasta-se assim dos costumes atenienses que começavam a educação intelectual antes dos 10anos.

3º- dos 13 aos 16 anos:
Período da educação musical. O programa é dividido em duas secções: uma literária, compreendendo gramática e aritmética; outra musical, compreendendo poesia e música. Ensina-se a tocar a cítara e prefere-se a música dórica, enérgica e viril.

4º- dos 17 aos 20 anos:
Período da educação militar. Os jovens deverão adquirir resistência e uma saúde a toda a prova. Será preciso harmonizar a música à ginástica, faziam-se os homens ferozes. Somente com a música, produzir-se-iam os afeminados.

5º- dos 21 anos em diante:
Apenas os jovens mais capazes devem continuar a educação já com carácter superior e baseada nas Matemáticas e Filosofia. Entre eles, seleccionam-se os futuros governantes, prosseguindo sua educação até os 50 anos.

Essa educação pode ser distribuída da seguinte forma:
· Dos 21 aos 30 anos: estuda-se com profundidade: aritmética, geometria e astronomia.
· Dos 31 aos 35 anos: predomínio da formação filosófica e dialéctica, sem prejuízo dos estudos matemáticos.
· Dos 35 aos 50 anos: O magistrado será incumbido de uma função pública e empregará os seus talentos para a prosperidade do Estado. Ninguém será admitido ao governo, antes dos 50 anos de idade.

    "Na República e nas Leis, para além de desenhar o seu estado ideal, Platão  também define o sistema educacional que o manterá, apresentando assim as suas ideias sobre a educação, o valor da poesia e da música, a utilidade das ciências, da filosofia e do filósofo.
    Platão começa por defender uma sólida formação básica que evolui até elevados estudos filosóficos, considerando que só indivíduos especialmente dotados poderiam chegar à filosofia." Olga Pombo, Universidade de Lisboa

    Inferi ali de cima que "magistrado" significa "graduado". Fora isso gostaria de ressaltar o quanto nosso sistema de ensino é parecido com o idealizado por Platão; coincidência?
    É interessante ressaltar que a própria sigla Ph.D significa Philosophy Doctor, que em sua origem tem a concepção deveras acertada de que, mesmo após estudar certa ciência a fundo, para ser um profissional completo, dever-se-ia estudar filosofia.

     

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Exceção hoje, regra amanhã

    Dae pessoal; nessa semana eu respondia a um email do grupo de emails da minha sala quando me veio uma sacada do nada.
   
    O email falava sobre vegetarianismo; bom, para não entrar nos detalhes da discussão lá tida, digo que enquanto digitava o meu pitaco sobre o tema, percebi que a maioria das coisas que hoje são a regra e que todo mundo faz já foram a exceção da exceção. Muitos atos hoje corriqueiros, não muito tempo atrás faziam até aquele que os praticava ser visto com maus olhos por todos.

    Obviamente muitos podem me chamar de viajão, uma vez que muitos dos aspectos englobados pelo pensamento que tive, senão todos, referem-se a invenções, coisas que não existiam e por isso são não regra desde sempre. Quando me toquei disso cheguei a pensar que minha sacada não havia sido tão grandiosa quanto parecia; depois de pensar mais um pouco percebi meu feliz engano.

    Vejam, o fato de algo como o facebook, por exemplo, surgir do nada e "abocanhar" grande parte dos internautas do mundo a ponto de muitos acharem que sua vida estaria muito pior sem ele, traz uma ideia importante que todos deveríamos ter em mente: "MOVIMENTO" (calma, eu explico :-)

    Imaginem um átomo ele está em movimento constante, pode estar em uma molécula que também se move, essa molécula tá no planeta que não pára, o planeta tá no sistema solar que tá na galáxia e esta em um conglomerado de galáxias; todo mundo se mexendo o tempo todo, parar significa morrer; tudo tem de ser parte de um ciclo.
    Pensem na tragédia que seria para a humanidade se descobríssemos tudo o que há para descobrir, nós pararíamos, morreríamos. Há a necessidade de um mistério para que o homem tenha um ponto desconhecido no horizonte para o qual rumar. Vejam esse poema de Drummond:

“O homem; as viagens”

Carlos Drummond de Andrade

O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro – diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto – é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.

    Percebam que a busca só continua enquanto houverem fronteiras a serem rompidas, o universo sempre as terá e a busca sempre continuará. Atualmente as fronteiras têm rompido-se com rapidez, que velharia é um "pesado" disquete perto de um cartão de memória com 32Gb menores que a unha de um dedo mindinho.
    Por isso pense bem antes de gastar a vida buscando coisas que pouco valerão logo logo; a exceção de hoje é a regra de amanhã e não tardará a tornar-se exceção novamente com o aspecto minguado do império que decai após sua era de ouro.

    Se tiver de escolher entre comprar um tênis ultra mega power plus e fazer um curso de alguma coisa, escolha o curso; pudesse eu dar um conselho, seria esse: privilegie as coisas duradouras. Você está fadado a carregar todo o conhecimento que adquiriu sempre; o conhecimento não ocupa lugar, é uma árvore a qual, uma vez dando frutos, não mais pára, é o símbolo do movimento.

    Assim como no poema gostaria de ressaltar que o conhecimento mais importante parece ser o de si mesmo, descobrir os erros, defeitos, tentar corrigí-los; vejam como temos terreno para explorar, colonizar, humanizar, civilizar. Existem tantos planetas diferentes dentro de nós quanto no espaço; a humanidade, parece, descobrirá isso quando tiver feito o caminho mais comprido, quererá descobrir o espaço primeiro.

    Quem investe em coisas "vivas", coisas que se expandirão (xD), tem a chance de ficar acima das regras e exceções impostas pela sociedade; eis onde eu queria chegar.

Até mais!


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obs.
Me veio à mente a parábola dos talentos, que cai como uma luva no caso; não enterre seu talento!:

*talento, se não me engano, era uma medida de peso nos tempos bíblicos, acredito que usada para ouro nesse caso. (coincidência (boa) que talento em português significa talento rsrs)

( Evangelho de Mateus cap. 25 vers. 14-29 )  
14- Pois será como um homem que, ausentando-se  do país,
      chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.
15- A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro ,um a
      cada um segundo a sua própria capacidade; e, então,
      partiu.
16- O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar
      com eles e ganhou outros cinco.
17- do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.
18- Mas o que recebera um , saindo, abriu uma cova e escondeu
     o dinheiro do seu senhor.
19- Depois de muito tempo , voltou o senhor daqueles servos e
      ajustou contas com eles,
20- Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou
      outros cinco, dizendo : Senhor , confiaste-me cinco talentos ;
      eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
21- Disse-lhe o Senhor : Muito bem, servo bom e fiel ; foste fiel no
      pouco , sobre o muito te colocarei ; entra no gozo do teu Senhor .
22- E, aproximando-se também o que recebera dois talentos ; disse :
      Senhor, dois talentos me confiaste ; aqui tens outros dois    que
      Ganhei .
23- Disse-lhe o Senhor : Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no
      pouco, sobre o muito te colocarei ; entra no gozo do teu Senhor.
24- Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse : Senhor ,
      sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste  e
     ajuntas onde não espalhaste,
25-receoso, escondi na terra o teu talento; aqui o que é teu .
26-Respondeu-lhe, porém, o senhor : Servo mau e negligente, sabias
     que ceifo onde não semeei e ajunto onde espalhei ?
27- Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros;
      e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.
28- Tirai-lhe , pois, o talento e daí-o ao que tem dez.
29- Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância ; mas ao
      que não tem, até o que  tem lhe será tirado.
30- E o servo inútil,lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e
      ranger de dentes.



 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Filmes que valem a pena V

    Aqui vai a quinta edição desse "quadro" do blog que não é mexido desde tempos imemoráveis hehe

    Trata-se do filme "O Julgamento do Diabo", filme meio antigo mas simplesmente muito bom! Quando terminei de ver fiquei uns minutos paralisado, provavelmente você que lê agora já teve essa sensação; quando ficamos reflexivos após perceber alguma coisa ou tomar um "choque de realidade".


    Bom, essa sensação, não sei descrevê-la como alegre ou triste, é algo único, um aprendizado. O filme é sobre um escritor fracassado (Alec Baldwin), o qual, ao chegar no fundo do poço (imaginem um cara fracassado, que só se dá mal), faz uma espécie de pacto com o diabo; não se assustem, confiem em mim ;)


    Muda um pouco a noção daquele que assiste acerca do quê realmente vale a pena na vida, de como sacrificamos o que temos de importante em prol de ilusões, e o pior é que só descobrimos que as ilusões foram meras ilusões quando a "vaca já foi para o brejo"
    Em inglês o nome do filme é "shortcut to happiness", "atalho para a felicidade", revela bem o que as pessoas querem e a falácia que é tudo isso (me veio inspiração para um novo post agora, amanhã ou depois coloco aqui \o/)


O Julgamento do Diabo


Título original: (Shortcut to Happiness)
Lançamento: 2007 (EUA)
Direção: Alec Baldwin
Duração: 105 min
Gênero: Drama


Sinopse

Nova York. Jabez Stone (Alec Baldwin) é um escritor desesperado, que faz um acordo com o diabo (Jennifer Love Hewitt) no qual cede sua alma em troca de se tornar um conceituado autor de best-sellers. Durante 10 anos Jabez pôde saborear uma carreira de sucesso, mas a proximidade cada vez maior de cumprir sua parte no acordo o amedronta. Jabez decide então procurar Daniel Webster (Anthony Hopkins), advogado e chefe de uma poderosa editora, para que o retire do acordo firmado. Daniel aceita o desafio, tendo que enfrentar o diabo em uma batalha jurídica na Corte do Inferno.

Trailer (só achei em inglês -.-)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aos Confins do Império!

    Bom, depois de certo tempo, é muito bom escrever aqui novamente, confesso que muitas ideias vieram e passaram por mim sem que eu as dividisse, me arrependo sinceramente de não ter tido o tempo ou a vontade necessária para imortalizá-las nesta pouco mas bem frequentada página.

*       *       *

    Agora vou para o foco do dia; muitas vezes já pensei em chegar no topo. Muitas vezes também já achei que pensar assim era bobagem, e que talvez o melhor seria eu chegar em uma situação confortável na qual eu pudesse desenvolver diversas habilidades, música, arte..sem ser escravo do trabalho ou de outro senhor.
  
    Comecei a pensar nas pessoas que conseguiram sucesso no que fazem, percebi algumas coisas que elas têm em comum:
I - Souberam esperar sua hora pacientemente
II - Procuravam ser as melhores enquanto ainda não eram

coisas óbvias? nem tanto..

    Há tempos venho tendo uma percepção que me permitiu crescer muito "no mundo" por assim dizer; crescer em termos de trabalho, estudo e etcs..notei que o mundo não te cobra grandes coisas, ele não te cobra a genialidade. O que o mundo cobra é que você seja melhor que os outros, isso não se revela muito difícil em algumas oportunidades.
    A humanidade parece caminhar na zona do comodismo e em busca do dia em que poderá ficar no ócio, dificilmente alguém faz mais do que o necessário. Ultimamente tenho visto muito isso em repartições públicas nas quais vou em decorrência de meu estágio num escritório de advocacia; obviamente existem muitas exceções, todavia o fato é que muitos funcionários te encaram como se você os estivesse forçando a fazer algo que não querem fazer nem a pau (trabalhar)

    O negócio é que se somente nos movermos por algumas das brechas que as pessoas deixam, estudar quando ninguém está afim, fazer o trabalho que ninguém fez ou ir ao evento que ninguém quis ir..existem muitas possibilidades. Essa atitude proativa, quando regularmente repetida em vários campos da vida, transforma o seu executor em alguém mais sábio.
    Com o tempo coisas que você nem imaginou que poderia saber começam a vir em sua cabeça, você começa a ter a capacidade de falar sobre quase qualquer assunto com algum conhecimento de causa e distinguir as coisas e pessoas, desde as boas às ciladas.

    Entretanto, quando essa capacidade começa a dar os seus primeiros sinais, consegue-se também uma grande responsabilidade (citando Tio Ben, do Homem-Aranha xD). Você começa a sentir que algumas companhias ou lugares são cilada porém mesmo assim insiste neles, seja por conveniência momentânea ou ocasião social.
    Começa a se desenvolver um certo faro para o negócio, um faro, ao que parece, que as pessoas de sucesso seguem e chegam lá. Temos o hábito errado de pensar que "os grandes" são predestinados que sempre exalaram um pouco de grandeza; mesmo sabendo que a maioria veio "de baixo" temos o foco muito no presente; qual é, o cidadão é um ser humano também e outros podem chegar lá, vide "O meu guri" de Chico Buarque

    Às vezes penso que alguns aspectos de minha vida não deveriam ser como são, que eu poderia evitar algumas coisas, então percebo que os problemas se repetirão sempre se não resolvermos, até criei uma espécie de ditado o qual tenho repetido muito ultimamente

    "Se você quer mandar nos confins do império, tem de mandar em Roma primeiro." * Victor Rorato (:

    De todas as pessoas que considero experientes e sábias ouço o mesmo conselho "comece cedo" muitas vezes o único arrependimento destas pessoas grandiosas as quais hoje vejo como exemplo é o fato de não terem começado a agir antes ou assim que puderam. "O tempo não pára"

    Imagine que você tivesse poupado R$ 50 por mês desde que adquiriu a capacidade de ganhar essa quantia de alguma forma..o que você poupou parece pouco, mas daqui um tempo vai virar algo grande e as pessoas vão olhar e pensar que você teve alguma facilidade ou sorte para ter chegado àquele ponto, quando na verdade só fez o "feijão com arroz".
    Agora troque os 50 reais por alguma habilidade que você queira ter..eis o pulo do gato

Mandar em Roma, na verdade, é a capacidade de poupar os "50 pila",
poucos a tem
poucos mandam em Roma
poucos chegam aos confins do império


    Por hoje é isso,
         Até mais!!

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*Roma que começou como um reduto de ladrões e tornou-se o maior império do mundo tempos depois; as coisas evoluem, mas não evoluem sozinhas.
    Será que você que lê ainda está naquele reduto de ladrões e salteadores ou já progride na construção do império? Qual é a escolha mais inteligente?

obs. Lembrei agora da história da Marina Silva, a mulher cresceu no Acre e aprendeu a ler com 16 anos; alguém apostaria nela? pois é..virou porta-voz de uma causa nobre, intelectual respeitada no país e candidata a presidente com milhões de votos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Estamos presos?

    Estava vendo o filme "Nosso Lar" esses dias e depois cheguei a algumas conclusões. Imaginem que aquilo esteja certo, que encarnamos aqui na terra, vivemos, morremos e encarnamos de novo.
    No filme havia um purgatório para as pessoas que se degeneraram e "Nosso Lar" para aqueles "do bem", pessoas aptas a serem mais "de luz" do que as que pagam seus karmas no purgatório; contudo não quero entrar no mérito disso, uma vez que suscita credos diferentes e específicos os quais não serviriam aos objetivos que tenho com esse post.

    Quero me fixar na história da reencarnação; este post pode até ser um repeteco de algum outro feito no passado, pois me recordo já ter escrito acerca disso aqui no blog. Todavia, como ninguém banha-se duas vezes no mesmo rio estou aqui para versar acerca do assunto com um pouco mais de experiência de vida, de pensamento, filosofia (viagens xD).
    Não que minha experiência seja considerável, mas tento aprender com o que me vem pela frente e escutar os bons conselhos dos outros, isso já me livrou de várias ciladas. Vamos, portanto, ao mérito da questão:

    Imagine que você morreu e reencarnou. Você, trabalhador honesto, lutou a vida inteira para comprar sua casa própria, se aposentar bem e sustentar dignamente uma família com mulher e filhos (não interpretem minha concepção como machista ou tradicionalista, estou usando um conceito conhecido no direito como "homem médio" o qual, aliás, aprendi ontem ^^). Esse homem médio morreu e reencarnou no ponto onde parou, com os mesmos objetivos e agora vive novamente.

    O que acham que ele deveria fazer de diferente para melhorar sua situação de alguma forma? Piorar sabemos que é fácil, é sempre mais fácil descer a ladeira..mas e subir, o que ele pode fazer para vir melhor na outra vida e assim sucessivamente até ter a potestade de compreender a vida, sim, pois imagine que objetivo teríamos nós senão esse; a única maneira de traçar um norte, concluí, após muito filosofar.

    Se vivermos normalmente, facilmente cairíamos na tentação demonstrada no Fausto de Goethe "de que adianta o eterno criar se a criação em nada adiantar?" Creiamos que a criação adianta de alguma coisa e busquemos compreender, mas como? como podemos alcançar alguma coisa prática, palpável?

    Uma das grandes conclusões que tive (acredito que muitos já a tiveram) está resumida neste "haicai", uma forma de poesia minimalista que busca passar grandes ideias com poucas palavras, fazer a pessoa pensar e tirar uma conclusão digna, muitas vezes, dos épicos. Aqui o primeiro haicai meu:

Flores Imortais

Findamos na morte?
Dizem haver outra vida...
Tempo não existe.

    Vejam que coisa interessante (como diz um Profº meu de voz engraçada) Chico Buarque estava certo "a vida é uma grande ilusão", se a reencarnação estiver correta, simplesmente não há morte, há sim almas de força e virtudes questionáveis as quais persistem nos mesmos erros vida a vida e não conseguem libertar-se desse círculo vicioso chamado por doutrinas orientais de "a roda de samsara"

terça-feira, 5 de abril de 2011

Por que ir à missa?

    Após um tempo sem tempo para postar, cá estou novamente! (não que o tempo tenha aumentado, sim que a preguiça por ora perdeu um pouco de seu território)(:

    Sempre critiquei, inclusive em alguns posts anteriores que fiz, o fato da religião aliar a salvação ao fato de ir à missa. Defendia eu que a pessoa não necessita respirar o ar da igreja para encontrar a Deus, algo para mim um tanto óbvio.
    Minha posição no geral não se modificou, diria que se flexibilizou; percebi, depois de pensar um pouco sobre isso nos últimos dias, que embora não haja obrigatoriedade em ir à missa para encontrar Deus, esta facilita a concentração em um objetivo, a introspecção.

    Como escrevi no post "E se for verdade?", pode existir uma espécie de frequência diferente quando muitas pessoas se reúnem em prol de um mesmo objetivo; há grande diferença, por exemplo, em ficar no fundo da igreja (onde há menos gente e onde as pessoas que vão com intenção de sair o quanto antes geralmente ficam) e perto do celebrante (padre, pastor, rabino, monge, etc), lugar onde ficam as pessoas que realmente querem estar ali, pessoas que põe força na oração e assim concentram-se mais e melhor, aqueles que de fato creem na eficácia daquilo que professam tendem a ir para a frente.

    É de comum acordo entre os especialistas que quando se faz uma coisa, ela tende a ser repetida. Nossas glândulas liberam diferentes hormônios para diferentes emoções, as células têm receptores para esses hormônios, quando liberamos muito um hormônio, saturamos esses receptores e a célula "gera" novos. Ao se reproduzir essa célula perpetua-se em duas já com mais receptores para tal emoção. Com mais receptores, mais hormônio é necessário para gerar a mesma emoção; como com uma droga, ficamos viciados no referido hormônio, na referida emoção. (pode ser visto no longa "Quem somos nós?", versão em inglês "What the bleep do we know?")
    Esta breve explicação mostra porque tendemos a repetir coisas que já tenhamos feito, emoções que já tenhamos tido. (cada ação nossa gera uma emoção e ativa o respectivo hormônio)

    Para conectar essa história dos hormônios com a história da missa, vou fazer uso de um raciocínio já exposto aqui em posts passados, imaginem por que precisamos de disciplinas e universidades para aprender; é porque, apesar de existirem livros os quais explicam a matéria minuciosamente, a maioria de nós não tem disciplina para estudá-los metodicamente e precisamos, portanto, de algo ou alguém que nos leve a ter disciplina. Com o tempo, depois de estudar muito a coisa, aprendemos; ou seja, depois da repetição o negócio se consolida.
    Pois então, na história da missa, ao contrair o hábito e transformá-lo em costume, conquistamos a disciplina de orar e conceber as demais prerrogativas da religião seguida. Naquela hora, de tanto em tanto tempo, nos voltaremos ao numinoso. (bom termo para uma pesquisa rápida)
    Podemos contrair essa disciplina sozinhos, mas no que genericamente defini como "a missa" o processo ocorreria mais fácil, ao ver isso, flexibilizei minha opinião inicial e radical, o que de quebra é mais um dado para minha estatística interna a qual mostra o radicalismo como quase sempre errado.

    Para fechar no tema central do post, uso uma comparação até que esdrúxula; é como jogar bola; se você joga sozinho, tem chances de ser um craque, todavia é mais difícil. Se joga junto com um time, o processo além de ficar, para muitos, mais agradável, melhora a prática. Isso não se aplica somente a alguns exemplos mas a tudo o que se faz. Quer otimizar-se em algo? Procure seu time!

That's all folks!
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