terça-feira, 5 de abril de 2011

Por que ir à missa?

    Após um tempo sem tempo para postar, cá estou novamente! (não que o tempo tenha aumentado, sim que a preguiça por ora perdeu um pouco de seu território)(:

    Sempre critiquei, inclusive em alguns posts anteriores que fiz, o fato da religião aliar a salvação ao fato de ir à missa. Defendia eu que a pessoa não necessita respirar o ar da igreja para encontrar a Deus, algo para mim um tanto óbvio.
    Minha posição no geral não se modificou, diria que se flexibilizou; percebi, depois de pensar um pouco sobre isso nos últimos dias, que embora não haja obrigatoriedade em ir à missa para encontrar Deus, esta facilita a concentração em um objetivo, a introspecção.

    Como escrevi no post "E se for verdade?", pode existir uma espécie de frequência diferente quando muitas pessoas se reúnem em prol de um mesmo objetivo; há grande diferença, por exemplo, em ficar no fundo da igreja (onde há menos gente e onde as pessoas que vão com intenção de sair o quanto antes geralmente ficam) e perto do celebrante (padre, pastor, rabino, monge, etc), lugar onde ficam as pessoas que realmente querem estar ali, pessoas que põe força na oração e assim concentram-se mais e melhor, aqueles que de fato creem na eficácia daquilo que professam tendem a ir para a frente.

    É de comum acordo entre os especialistas que quando se faz uma coisa, ela tende a ser repetida. Nossas glândulas liberam diferentes hormônios para diferentes emoções, as células têm receptores para esses hormônios, quando liberamos muito um hormônio, saturamos esses receptores e a célula "gera" novos. Ao se reproduzir essa célula perpetua-se em duas já com mais receptores para tal emoção. Com mais receptores, mais hormônio é necessário para gerar a mesma emoção; como com uma droga, ficamos viciados no referido hormônio, na referida emoção. (pode ser visto no longa "Quem somos nós?", versão em inglês "What the bleep do we know?")
    Esta breve explicação mostra porque tendemos a repetir coisas que já tenhamos feito, emoções que já tenhamos tido. (cada ação nossa gera uma emoção e ativa o respectivo hormônio)

    Para conectar essa história dos hormônios com a história da missa, vou fazer uso de um raciocínio já exposto aqui em posts passados, imaginem por que precisamos de disciplinas e universidades para aprender; é porque, apesar de existirem livros os quais explicam a matéria minuciosamente, a maioria de nós não tem disciplina para estudá-los metodicamente e precisamos, portanto, de algo ou alguém que nos leve a ter disciplina. Com o tempo, depois de estudar muito a coisa, aprendemos; ou seja, depois da repetição o negócio se consolida.
    Pois então, na história da missa, ao contrair o hábito e transformá-lo em costume, conquistamos a disciplina de orar e conceber as demais prerrogativas da religião seguida. Naquela hora, de tanto em tanto tempo, nos voltaremos ao numinoso. (bom termo para uma pesquisa rápida)
    Podemos contrair essa disciplina sozinhos, mas no que genericamente defini como "a missa" o processo ocorreria mais fácil, ao ver isso, flexibilizei minha opinião inicial e radical, o que de quebra é mais um dado para minha estatística interna a qual mostra o radicalismo como quase sempre errado.

    Para fechar no tema central do post, uso uma comparação até que esdrúxula; é como jogar bola; se você joga sozinho, tem chances de ser um craque, todavia é mais difícil. Se joga junto com um time, o processo além de ficar, para muitos, mais agradável, melhora a prática. Isso não se aplica somente a alguns exemplos mas a tudo o que se faz. Quer otimizar-se em algo? Procure seu time!

That's all folks!

domingo, 20 de março de 2011

Livros que valem a pena VI

    Depois de muito mas muito tempo mesmo, volto a indicar livros aqui; deveria ter continuado, pois é muito bom ter espaço para compartilhar críticas positivas a boas leituras. Retorno com um livro que escolhi à minha moda, cheguei certa feita na BPSC(Biblioteca Pública de Santa Catarina) e fui andando pelas prateleiras, mexendo em algo aqui, outra coisa ali até que em um insight peguei um livro e falei: "é esse!".

    O interessante é que esses livros escolhidos na louca com um quê intuitivo frequentemente figuram entre os melhores que já li e não foi diferente com esse o qual hoje indicarei: "Os Crimes do Mosaico".

    Trata-se de uma obra por um autor italiano, Giulio Leoni, o que, sinceramente é difícil de achar desde Umberto Eco; nossas bibliotecas quase nada têm de autores italianos e de outras nacionalidades que antes figuravam como celeiros literários..eis uma crítica ao sucateamento das bibliotecas brasileiras, quem quer algo a mais tem de ir além, tem de pôr a mão no bolso..se é que tem condições para isso.

    Esse livro é daqueles que, se você tiver um dia sem nada para fazer e começar a lê-lo de manhã, sem sacrifício vai até o fim do dia lendo. Ele cria um suspense inicial tendo um macabro assassinato por pano de fundo e prossegue utilizando-se de uma reconstituição do poeta Dante Alighieri e pitadas de conhecimentos químicos, de astrologia, astronomia e outras ciências dos membros do "terceiro céu". Não contarei mais para não estragar, mas digo que o final é inesperado e está à altura da leitura, um leitor mais atento perceberá detalhes intrísecos no decorrer da obra e tem mínima chance de decifrar o que acontecerá, leiam e comprovem por si mesmos!


  • Numa noite de 1300, aos pés de um gigantesco mosaico inacabado, um homem é assassinado de maneira pavorosa. Cabe a Dante Alighieri, há poucas horas nomeado prior de Florença, a tarefa de desvendar o crime, penetrando na realidade obscura e perigosa que se esconde por baixo do mundo iluminado da capital da arte e da cultura. O autor de A Divina Comédia aparece aqui em carne e osso, poderoso, amargo e genial. Ai de quem ousar interpor-se entre ele e a verdade, mesmo que seja um enviado de Bonifácio, o papa a caminho do poder absoluto
  • Editora: Planeta do Brasil
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  • Autor: GIULIO LEONI
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  • Ano: 2006
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  • Número de páginas: 381
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  • Acabamento: Brochura
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  • Formato: Médio

sexta-feira, 18 de março de 2011

E se for verdade?

    Depois de dias atarefados, volto a escrever aqui..ironicamente no dia mais corrido entre os últimos. Como conclui em um post aí para trás, nossas debilidades nos fazem pegar somente "no tranco" de modo que dificilmente colocamos nossos planos em prática quando com tempo livre, contudo assim que a obrigação bate à porta recebemos "uma injeção de energia" e quando isso acontece, imaginamos com assombro o que poderíamos fazer se tivéssemos o dia livre..vem a famosa sensação de "era feliz e não sabia" quando tinha tempo para as "minhas coisas"...isso, pelo menos para mim, é verdade; maior prova disso é que estou agora escrevendo depois de ir à aula de manhã, trabalhar de tarde e me preparar para ir à aula novamente agora à noite...a vida é contraditória..as pessoas são contraditórias, quando alguém não é, acontece o que me referi em meu post "coerência".

    Bom, passados os devaneios iniciais vamos ao post em si \o/
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    Muitos de nós já ouvimos falar de coisas como a aura, energias positivas, negativas, lei da atração(o segredo) e outras coisas que a maioria de nós não consegue enxergar sensorialmente. Apesar de não enxergarmos, muitas fontes dos mais variados lugares confirmam a existência dessas energias, e se isso for verdade?

    Muitos dos que tentam dar uma ideia geral de como seriam as ditas energias, usam como exemplo as ondas de rádio ou outra inivisível(sinal de celular, controle da tv, micro-ondas, etc); elas estão aí, comprovadas cientificamente, não as vemos e muitas delas também não sentimos, entretanto elas estão lá!

    Certa feita estava eu vasculhando os armários lá de casa, sempre encontro coisas estranhas(boas e ruins) vasculhando nos guardados. Então achei uma obra chamada "Magnetismo pessoal" a qual até indiquei aqui muito tempo atrás; nessa obra, antes de ir ao tema central o autor, Heitor Durville, faz uma breve explanação acerca da "composição das coisas".
  
    Devo dizer que volta e meia a introdução ou o prólogo de algum livro têm conclusões tão importantes quanto ou mais importantes que o próprio tema central do livro, isso aconteceu com René Descartes, o qual, no começo de um tratado matemático destilou teses filosóficas que hoje são o cerne de um sem número de estudos pelo mundo.. "Penso, logo existo".

    Após esse parêntese continuarei minha história, vou contar o que entendi ao juntar o que estava nas primeiras páginas do dito livro com o que eu tinha em mente no momento. Farei a exposição com afirmações apesar das coisas que aqui escrevi não terem plena comprovação científica, ou pelo menos não que foi revelada ao grande público.

    Imaginem um átomo, como se fosse um sistema solar, com o núcleo denso e minúsculo ao meio, os elétrons girando em volta providos de massa desprezível. Pois bem, aos que não sabem disso, é ponto pacífico que o núcleo do átomo tem massa superconcentrada em muito pouco espaço, sendo que 99,99..% da massa do átomo é o núcleo; cada elétron pesa 1836 vezes menos que um próton(uma partícula presente no núcleo)..como descobriram isso?não sei.
    O núcleo é tão concentrado que a distância que separa ele do primeiro elétron que gira a seu redor é infinitamente maior que o seu tamanho(do núcleo), além disso, a distância que separa um átomo do outro é infinitamente maior que o tamanho do átomo(alguma semelhança com os anos-luz que nos separam de outros sistemas?) e quando os átomos formam moléculas, a distância que separa uma molécula da outra é infinitamente maior ao tamanho da molécula (qualquer coisa leiam two times para entender bem). Por isso Rutherford, o químico que descobriu algumas das coisas as quais acabei de dizer, disse após descobrir: "O átomo é um imenso vazio", no final das contas quase nada existe fisicamente, somos um nada no meio do nada.

    A novidade é que no livro "Magnetismo Pessoal" o autor fala que, segundo experiências tidas por civilizações antigas e grandes sábios, constatou-se que nos espaços vazios averiguados pela química moderna, encontram-se partículas etéricas que quando juntas em certo número formam elétrons, essas partículas se movem em correntes e são diversas, segundo ele essas partículas são o pensamento; o pensamento então condicionaria cada átomo de forma tal a obedecê-lo, como uma corrente que flui por todos os lugares sem obstáculo, um remédio homeopático que cura ou adoece..façam pequenos testes com o pensamento e se surpreenderão com o que acontece..coisas do tipo "hoje, assim que eu chegar no ponto o ônibus passará"..muitos usam para conseguir vaga no estacionamento no dia seguinte..obviamente não conseguimos mudar as coisas na hora, mas depois de algum tempo elas se ajustam de maneira a tornar realidade o pensamento compenetrado antes tido (será que alguns conseguem mudar as coisas na hora?milagres?como chegaram lá?).
    A longo prazo esse hábito se revela de grande ajuda e como todas as coisas incríveis de que o ser humano é capaz, depois de tornar-se comum, perde o brilho, é banalizado. Eis o porquê de muitos filósofos contemporâneos famosos como Jostein Gaarden, Deepak Chopra ou o Próprio Tenzin Gyatso(Dalai Lama) destacarem que temos de recuperar a capacidade de assombro perdida da infância, voltar a ser crianças nesse sentido, no de valorizar os prodígios verdadeiramente milagrosos observados no mundo.

That's it!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dos bebês às guerras

    Todo mundo já deve ter ouvido que "violência gera violência", pensando um pouco agora imaginei que quando nasce uma criança, ela vem "zerada" (hehe), acredito eu que algumas coisas podem ser previstas, acredito em coisas sobrenaturais; porém quero falar em um sentido mais convencional.
    A criança é uma tela em branco na qual pode ser pintada uma figura harmônica e pura ou uma "Guernica". Pesquisas mostram que quando, com poucos meses de vida, a criança percebe que se chorar terá o que quer, começa a fazer pequenas chantagens com um choro artificial mais conhecido como "manha". Quando esse mesmo bebê percebe que com um movimento mais brusco em relação a algo faz com que o "algo" seja tirado de perto também começa a usar e abusar desse expediente..nada mais natural.

    Nesse post quero destacar(a la Cristovam Buarque) a importância da educação; grande responsável por perpetuar nossos vícios(muito mais esses) e virtudes para o futuro. Certa vez um professor meu fez um comparativo interessante, dizia ele que quanto mais rigorosas as leis penais, menos desenvolvido era considerado o país. No Afeganistão, por exemplo, se você rouba, sua mão é cortada fora para servir de exemplo; já na Suécia, você é conduzido a um psicólogo, buscam entender o porquê de você ter feito aquilo..quem sabe até te deem um emprego para reabilitação.
    A criança sueca, como a afegã, vem "zerada"; ambas são educadas conforme a situação atual de seus países e tendem a perpetuá-la, todavia, assim como nenhuma pintura é igual à outra, nenhum ser humano o é; por isso o mundo se modifica a cada momento.

Primeiro pensei que se simplesmente mudassem as leis do Afeganistão a situação melhoraria, contudo depois percebi que eles tem aquelas leis porque são as leis que podem ter, outras difilcilmente dariam certo. O povo não está preparado para uma mudança brusca; mas e uma mudança lenta?
    Diria que uma mudança lenta é impensável nessa situação, a região é instável politicamente..se você fosse um ditador num país em guerra, pensaria mais em garantir que estará vivo amanhã do que em melhorar a qualidade de vida do povo..projetos de médio-longo prazo não são uma alternativa e isso se vê na educação.
   Essa realidade pode ser vista no livro "A Outra Face", um livro curto mas profundo que conta exatamente o que acontece com a educação num país de terceiro mundo que entra em guerra e depois ditadura..as escolas fecham, os intelectuais são perseguidos e assim vai...

    Voltemos à Suécia, dá até uma sensação boa rsrs, a suécia vive há algumas décadas tempos de paz, de lá saem atletas, intelectuais, o sueco pode seguir praticamente qualquer ofício não que outros não possam (inclusive a mais nova campanha publicitária do governo Dilma prega que a hoje criança brasileira poderá escolher seu futuro sem ser obrigada a seguir por tal ou qual caminho pela necessidade). Aqui ponho um trecho da obra "Leviatã" de Thomas Hobbes(1588-1679), uma das obras na qual se baseia nosso direito atual; aqui ele versa sobre o estado de guerra:

    "A existência do temor da morte violenta, bem como a ausência de espaço para as faculdades inventivas – as navegações, o cultivo da terra, etc. Além disso, não haverá nenhuma lei até que os homens designem alguém para promulgá-la. Mas, acima disso, deve-se considerar que, nessa condição, inexistem noções de justiça ou injustiça; bem ou mal; meu ou teu; propriedade ou domínio – apenas pertence ao homem aquilo que ele obtém e conserva –; ou seja, é um estado miserável."

    Quero concluir dizendo que o melhor modo de resolver a situação difícil pela qual passam centenas de milhões de pessoas no mundo e achar um caminho para fazer florescer a paz, onde, ao contrário da guerra ter-se-ia espaço para "as faculdades inventivas - as navegações, o cultivo da terra, etc"..e a educação de qualidade; assim a utopia apareceria como uma possibilidade no horizonte.
    Muitos dizem que na guerra várias descobertas são feitas e dão de exemplo a segunda guerra mundial, não estão errados porém a guerra traz infelicidade e bem sabemos que nada vale o preço de ser infeliz, além disso as guerras nos países pobres nada trazem de avanços..só digo que o andar da carruagem não mudará enquanto as ações das empresas que produzem armas subirem mesmo na crise.

    Fico satisfeito em, depois de muito tempo escrever um post no qual viajei de um ponto a outro, agora me espanto em ver que comecei falando de bebês e terminei falando de guerra haha

Até a próxima!
 

   

terça-feira, 1 de março de 2011

Conhecimento: um peso nas costas de quem tem

    Hoje escrevo não para todos, mas para aqueles que ainda sustentam algum princípio interno, aqueles que insistem em ter certa coerência em suas ações nesse mundo no qual muitos carecem de escrúpulos; em resumo, falo àqueles que sentem um certo remordimento interno ao fazer algo errado.

    Nos tempos antigos o conhecimento tinha valor incalculável, aí a origem da máxima "conhecimento é poder". As pessoas temiam àqueles "homens estudados" que falavam bonito e governavam a muitos com sabedoria; isso passou à igreja e hoje ocorre o que vemos o tempo todo por aí: conhecimento em todos os lugares, porém sem interesse.
    Muito se diz por aí e também já escrevi coisas a respeito da inversão de valores dos tempos modernos, é possível vislumbrar universidades federais com cursos de concorrência menor que 1 por vaga e o povo nem aí. "A ignorância é uma bênção" diz outra máxima e lamentavelmente devo dizer que quase todos nós somos abençoados, sem querer falar muito por meio de outros mas já o fazendo, disse certa feita Nietzsche que a humanidade não suportaria saber da verdade, do que está por trás.
Descobrir-se-ia que tudo é uma ilusão e que fazemos papéis ridículos manipulados como fantoches por meia dúzia de pessoas. Isso no entanto é confortável, é muito bom ser cuidado por alguém quando não se sabe o que fazer com a liberdade (quanto a isso aconselho um documentário muito antigo e bom passado em quase todas as escolas: "Ilha das Flores").
    De vez em quando a meia dúzia da "diretoria" libera um iPhone ou algo do gênero, um novo entretenimento que mantenha àqueles que poderiam incomodar no futuro distraídos. Mas e os que escapam disso?
    Alguns que não assistem televisão, não jogam nem dão importância ao dinheiro e aos prazeres da vida? Estes muitas vezes, por inteligência, se isolam, outros deles por uma grandeza que desconhecemos tornam-se ainda mais imersos em nossa sociedade para tentar "salvar" a alguns. Como se dá esse salvamento? Com o conhecimento.

    Agora estou chegando onde quero. O conhecimento, porém, não salva a qualquer um, contudo pode salvar àqueles de quem falei no começo do post, aqueles que ao saberem que o cigarro faz mal, fazem de tudo até parar, que ao compreenderem estar fazendo errado praticam o certo sob pena de acertar contar consigo mesmo, sua consciência. Para estes o conhecimento é um peso muitas vezes insuportável, pois a cada passo que dão rumo ao esclarecimento descobrem que têm de mudar justamente naquele ponto crítico, "na ferida" como por aí se diz.
    Concluiria disso resumidamente que conhecimento sem virtude leva à bomba atômica, conhecimento com virtude leva à cura do câncer usando o mesmo material..a mesma diferença entre Hitler e Marie Curie sobre a qual ainda quero escrever algum dia(pesquisem sobre ela, vale a pena).

Não sei se viajei demais, todavia espero ter acrescentado algo para retirar de nós a acima referida "bênção" hehe
Até a próxima!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ser grande

    Às vezes me pergunto como fazer para chegar ao topo, para, em linhas gerais, "ser grande". Depois de muito pensar cheguei à conclusão de que a grandeza não ocorre a quem assume tal ou qual posição, a grandeza é um estado em que a pessoa se encontra.

    Lembrei inclusive de uma passagem do famoso bestseller "Pai Rico Pai Pobre" na qual o autor Robert Kiyosaki fala que estar quebrado não significa estar falido, uma vez que você detém os conhecimentos suficientes para se reerguer, aquele pode ser somente um mau momento. Ou seja, quem é grande é grande(sempre quis usar tautologia hehe) e a grandeza fala por si só, não precisa de maiores explicações além de sua presença.

    Portanto, eu diria que se você que lê quer ser grande amanhã, comece agora; esse é o caminho mais inteligente e certo para chegar lá. Não espere pela mega sena ou por um favorecimento futuro, aqueles que se engrandecem desta maneira são como uma grande árvore de raízes frágeis que à primeira tempestade tomba para não mais se levantar. Chegar a uma boa posição pelo caminho mais curto leva à instabilidade e à "anti-virtudes" como a corrupção por exemplo, eis o porquê de muitos dos nossos políticos serem do jeito que são.
    É bom ressaltar que pouco se faz sem a ajuda da fortuna, já diz o estigmatizado e deturpado escritor medieval Nicolau Maquiavel: Mesmo que se tenha toda a virtú("grandeza") ainda é necessário uma pitada de fortuna, sorte; ou seja "nem só de pão vive o homem".
    A referida fortuna, diria, é o toque final, poderia afirmar (em minha humilde opinião) que é onde reside a divindade, a religião, a fé. Não digo tal ou qual religião, mas uma ideologia formada com valores sólidos que abre ou fecha as portas do destino. Diz o célebre Paulo Coelho "até para ser ateu tem de haver fé, a fé de que Deus não existe".

    Espero ter acrescentado algo a você, ilustre leitor e digo que, a meu modo, tenho tentado cumprir os preceitos do que aqui escrevo para que não me torne mais um dos que tanto falam e não fazem...quem sabe um dia eu ou você tornemo-nos grandes e quem sabe um dia "ser grande" deixe de significar "ser maior que os outros".

Obrigado e até a próxima! ;D

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Pote de Ouro

    Estava eu, em um belo dia no semestre passado, sentado em minha carteira conversando com alguns amigos a esperar que começasse uma aula de Teoria do Direito I na UFSC, quando entra na sala um cidadão no mínimo estranho.
    Dizia o homem que estava há cinco dias no Brasil e viajava por aí distribuindo livros, seu estilo era, para não ser pejorativo, desapegado; roupas batidas e acessórios gastos, todavia com uma expressão tranquila.
    Ele começou a distribuir um livro a cada um, recebi o chamado "Civilização e Transcendência", trata-se de um livro escrito com base em uma entrevista feita com um importante monge védico, "Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada". Na obra ele mostra alguns princípios do que genericamente se chama aqui no Brasil de "Hare Krishna"; porém não é esse meu foco.
                    *                    *                    *
    Quando cheguei em casa naquele dia não dei muita atenção ao livro, contudo, alguns meses depois peguei-o e comecei a ler.
    Na contracapa do livro, já vi algumas colocações que me puseram para pensar e é delas que me veio inspiração para esse post. Em resumo, o que está escrito lá é que hoje o homem se preocupa em avançar na tecnologia, construir arranha-céus cada vez mais altos e crescer economicamente, já no que ele chama de "civilização védica", as pessoas viviam em suas cabanas, comiam o que a natureza lhes dava e somente se preocupavam, desde crianças, com o desenvolvimento interno, onde reside a felicidade.

    Daí comecei a pensar, vieram algumas perguntas retóricas como "será que a humanidade atual está no caminho certo?" resposta óbvia: não. "Será que vale a pena fazer algo que não nos leve à felicidade" não. "Será que a beleza física ficará conosco por muito tempo?" não. "Será mais interessante trabalhar fora para ganhar coisas fora ou trabalhar dentro para conquistar coisas dentro?" aí começaram as perguntas interessantes e o meu cérebro começou a pegar no tranco! rsrs

    Vou prosseguir fazendo um paralelo entre o homem ocidental e os vedas antigos(hare krishnas); o homem ocidental resolveu desenvolver-se fora, conseguiu. Operou prodígios que se não fossem reais dificilmente seriam acreditados por qualquer um, a cada dia a tecnologia nos brinda com uma inovação, uma nova facilidade, nessa balada, novos horizontes são abertos a cada momento..descobertas frenéticas, curas de doenças e um sem número de outras coisas maravilhosas.
    Já na civilização védica, de dentro de suas humildes cabanas, as pessoas acordam cedo para orar, saudam ao sol que outorga vida a esse planeta, meditam por um certo tempo e se reúnem de modo fraternal para uma ceia frugal(sem gula), comem o necessário para seu sustento, não desejam mais do que têm, simplesmente porque não precisam, aprenderam que precisam vencer seus inimigos internos, seus defeitos. Derrotados estes, vem a iluminação, o arrebatamento interno, o nirvana que trará a verdadeira felicidade: algo permanente, uma felicidade que paira no ar e não vai embora como o efêmero prazer do ocidental.

    Os ocidentais, do alto de seu materialismo, caçoam das pessoas que, mesmo podendo, recusam inserir-se no mundo moderno. Pessoas mais humildes, inocentes, são ditas ingênuas, muitas vezes desprezadas ou exploradas pelos sagazes e astutos capitalistas e aproveitadores de plantão. Obviamente este é um exemplo que estou dando, claro que existem muitas pessoas boas nesse mundo em que vivemos (todas as generalizações são perigosas, inclusive esta rsrs). Mesmo as melhores pessoas do nosso convívio têm seus defeitos e aquelas que procuram eliminá-los sempre, são como um grão de areia no deserto, são raras.
    Nos Vedas, todavia, a eliminação dos defeitos é cotidiana e com o fomento das virtudes vem certa compreensão, quanto mais virtudes, mais compreensão e por fim eles entendem que o que importa é buscar o que não se paga com dinheiro o que desenvolverá nossa alma, alma esta que nos diferencia de um cadáver, um sopro divino de vida que reside provisoriamente nesse corpo e que quando dele sai, toma outros rumos dependendo do que foi capaz de fazer durante a vida.

    A compreensão que move os vedas também é tida pelos ocidentais, no entanto, como disse em outro post, logo é esquecida e não se tem força para por em prática, porque ninguém põe em prática e todos se movem rumo à mesma ilusão que no fim da vida se dissipa e decepciona aos que tiveram ela como objetivo; como um arco-íris que some ao nos aproximarmos. A felicidade que achávamos possível ter depois de casar, ficar rico e etc, não chega. Nunca conseguimos colocar as mãos no pote de ouro ao fim do arco-íris (é daí que vem a história). O pote de ouro está lá, mas não encostamos nele, buscamos o objetivo certo(ser feliz) do jeito errado.
    Será que os vedas não conseguem acessar esse pote de ouro?? será que o caminho certo não está do outro lado da moeda??

Acho que é isso..até a próxima!!
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